Viagem de Férias fez uma rápida visita a Porto de Galinhas em agosto de 2012; segue abaixo um breve relato.
Resumo de nossa visita: visitamos três dos melhores restaurantes de Porto, o Beijupirá (não recomendamos), o Munganga (OK) e o Peixe na Telha (o melhor dos três); hospedamo-nos da Pousada Recanto Rubayat (bom padrão, em relação ao preço) e tomamos café da manhã na Padaria mais tradicional da vila.
As estradas de acesso estão boas. Nós fomos pela BR-101, que passa pelo aeroporto do Recife e atravessa Jaboatão dos Guararapes. Até o ano passado, o engarrafamento em Jaboatão era inevitável; o Governo, contudo, concluiu alguns grandes viadutos que aliviaram muito o trânsito.
Outra opção também recente é ir pela Praia do Paiva. Essa estrada foi construída por uma empresa particular, que garante excelente manutenção, mas em contrapartida cobra pedágio (alguns reais na ida e na volta).
Note, entretanto, que indo por qualquer dos caminhos acima, ainda será necessário andar por um trecho de estrada estadual (aproximadamente 10 km) até a entrada de Porto; esse trecho tem pista tripla (duas num sentido e uma no outro), o que a torna bem menos perigosa do que era até há algum tempo, mas ainda assim é o trecho mais perigoso da jornada.
Porto de Galinhas continua totalmente focada no turismo. Praticamente todo o litoral foi tomado por meios de hospedagem (de grandes resorts a médias pousadas). A vila de Porto é tomada por pequenas pousadas, restaurantes (desde pequenos quiosques a casas de alta gastronomia) e outros serviços turísticos.

A praia, a areia, as barraquinhas, ainda são o principal atrativo. Diferentemente do Recife, Porto de Galinhas não tem problemas com tubarões – por isso o surf ainda é muito popular por aqui.
A água também é bem mais límpida, o que favorece banhos de mar. Note, entretanto, algumas peculiaridades: no trecho à direita da vila, o chão da praia tem muitas rochas, que ficam escondidas pela maré alta; no trecho bem à esquerda da vila, em direção aos grandes hoteis, a praia não é protegida por recifes, e por isso as ondas são mais altas e as correntezas são mais fortes.
O melhor trecho para mergulho, principalmente para crianças, é o chamado banco de areia, que fica entre o trecho de rochas e o de mar aberto. No banco de areia, pode-se avançar vários metros mar adentro, sem que a profundidade aumente muito. É nesse trecho que se concentra o maior número de barracas – e certamente os barraqueiros irão te lembrar das vantagens do banco de areia.

O passeio às piscinas naturais continua sendo programa obrigatório. As piscinas encontram-se a 200 metros da praia, e são alcançadas por meio de jangada.
Nota-se aqui que o turismo de Porto de Galinhas vem passando por profissionalização.
Há alguns anos, o acesso às piscinas era totalmente descontrolado: jangadeiros disputavam turistas no grito, e os detalhes do passeio (preço, duração, hora de partida, número de passageiros, etc) dependia de uma negociação. Essa situação causava danos ambientais, que preocupou o trade turístico.
Hoje, o quadro é o seguinte: os tickets são comprados em um quiosque, ao preço único de R$ 15; de posse do ticket, o turista vai até um controlador de trânsito, que direciona o turista para a próxima jangada programada (todas as jangadas têm padrão semelhante, o que inclui jangadeiro habilitado e coletes salva-vidas); o passeio tem duração pré-fixada de 45 minutos, o que evita o excesso de pessoas nas piscinas (os jangadeiros se encarregam de trazer o passageiro de volta).
Esse passeio inclui também uma porção de ração para os peixinhos; segundo os jangadeiros (dessa feita, Viagem de Ferias não fez o passeio), os peixes estão mais domesticados que nunca, e não tem medo comer na mão dos turistas.

O centro da vila melhorou sua infraestrutura. As estátuas de galinhas continuam a aparecer por toda parte. Algumas ruas foram transformadas em calçadões. O trânsito é lento, encontrar um lugar para estacionar é difícil, mas não vimos estresse (em Porto de Galinhas, todo mundo parece ter mais paciência).

A oferta de passeios continua grande, seja em agências (foto acima) ou diretamente com os buggeiros. Os passeios podem ser tão longos como até Olinda e Maceió, ou os mais curtos, às praias vizinhas de Calhetas, Tamandaré, Carneiros, etc.
Em nossa visita, diversos buggeiros ofereceram passeios às praias e lagoas vizinhas, incluindo paradas para banhos, com duração total de aproximadamente quatro horas; o preço pedido era inicialmente R$ 120, mas com alguma pechincha baixou para R$ 100.
A título de comparação, um passeio de buggy em Natal, na mesma época, saía por volta de R$ 300 a R$ 350.

Mergulhos também são oferecidos por diversas operadoras. Os preços são convidativos (o cartaz acima oferecia mergulho para duas pessoas, incluindo curso, instrutor e todo o material necessário por apenas R$ 150) e as operadoras aparentam ser bastante profissionais.
Conclusão de Viagem de Ferias: com fácil acesso, belíssimas praias, diversas opções de passeio, bons preços, Porto de Galinhas faz jus a seus repetidos prêmios de melhor praia do Brasil.