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João Pessoa

João Pessoa

Conhecer João Pessoa é descobrir seus encantos presentes na arquitetura histórica, datada dos séculos XVI ao XIX, e em sua modernidade aliada a seus atrativos naturais. A cidade, que nasceu às margens do Rio Paraíba, com a vinda dos portugueses, só começou a crescer para o litoral a partir do início do século XX.

O passeio pela capital da Paraíba começa pelo centro histórico de João Pessoa. O lugar guarda um patrimônio que transforma João Pessoa numa das mais belas jóias do barroco brasileiro. Igrejas, antigos casarões, praças e hotéis formam um conjunto arquitetônico de extrema importância histórica e de crescente atrativo turístico.
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A Praça Antenor Navarro, no Centro Antigo, está sendo revitalizada, com seu casario já reformado. Nesta parte da cidade, onde funciona também o centro comercial, as fachadas das antigas casas, que hoje funcionam como lojas, foram preservadas. Os pequenos letreiros de cada estabelecimento comercial não interferem visualmente no conjunto arquitetônico.

No passeio pelo acervo histórico da cidade, destaca-se o complexo São Francisco, formado pela Igreja e Convento de Santo Antônio e pela Capela da Ordem Terceira de São Francisco. O complexo foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1952. Na frente, existe um cruzeiro de 16 metros de altura, considerado o maior das Américas (foto). A Basílica de Nossa Senhora das Neves, a Igreja dos Navegantes e o Antigo Hotel Globo também não podem ficar fora deste roteiro.

A visita aos atrativos naturais de João Pessoa pode começar pelo Parque Solon de Lucena. O parque foi eleito pelos pessoenses como cartão-postal da cidade. Seus jardins levam a assinatura de Burle Marx. A lagoa ao centro é circundada por palmeiras imperiais.

Logo adiante encontra-se o Jardim Botânico Benjamim Maranhão. Localizado em plena zona urbana da cidade, é um tesouro natural preservado. Com uma área de 515 hectares, a reserva da mata atlântica - a segunda maior do Brasil em área urbana - oferece aos amantes da natureza a oportunidade de verem o que sobrou do imenso tapete que cobria o Brasil antes do descobrimento. O Jardim Botânico dispõe de trilhas orientadas por guias e guardas florestais.

Seguindo pela Praia do Cabo Branco, na orla de João Pessoa, encontra-se o Farol do Cabo Branco. Ao chegar lá, o visitante tem o privilégio de se deparar com uma das mais belas paisagens da orla pessoense. Ponta SeixasDo alto, vê-se a Ponta do Seixas, o extremo Oriental das Américas, onde o sol nasce primeiro.

A orla é formada pelas praias do Seixas, do Cabo Branco, de Tambaú, do Bessa, Intermares e do Poço. Uma curiosidade que chama a atenção, principalmente dos desportistas, é que a avenida da orla da Praia de Cabo Branco fica interditada para a circulação de veículos, de segunda a sábado, das 5 às 8 horas da manhã. Neste horário, a avenida é utilizada para cooper e caminhadas.

Um dos momentos de maior encanto para quem visita a Paraíba é assistir ao pôr-do-sol ao som do Bolero de Ravel, executado com violino e saxofone, na Praia do Jacaré, em Cabedelo, cidade portuária, a 19 quilômetros de João Pessoa.

A atração teve início em 1983, ao som de fita cassete. Em 1997, o Bolero de Ravel passou a ser executado ao vivo, com violino, pelo músico André Correia, que fazia performances nas mesas para os turistas. A partir de 2000, o músico Jurandy do Sax fez a releitura da peça de Ravel para o saxofone. Hoje, a música é tocada durante o pôr-do-sol nos quatros restaurantes que compõem o complexo turístico do Jacaré.

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